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Por que seu primeiro carro não deve ser uma Ferrari

  Este texto vai ser rápido. 15 linhas no máximo. Seu primeiro carro não deve ser uma Ferrari, um conselho bem do tipo pai mesmo (domingo passado foi dia dos pais rs). Repito, seu primeiro carro não deve ser um carro excelente, potente, confortável (talvez uma Ferrari não seja confortável, mas até o momento nunca andei em um carro como esse para de fato saber). Quando digo que não seu primeiro carro não deve ser uma Ferrari (ou outro carro de luxo que desejar, eu particularmente acho bem legal um Tesla) quero me referir a ideia de começar com o simples, ir aprendendo com o tempo, construir algo. Seria o princípio de não querer o fácil logo no começo, valorize seu momento, aprenda com o simples, para quando você tiver a melhor ferramenta, ela seja um apenas um algo a mais, que você não dependa dela. Por fim, é isso. Que o segredo esteja em seu trabalho e não na ferramenta. Que valorize os ganhos eventuais para quando você tiver algo melhor, saiba identificar e ser grato por isso. At...

Posto, logo existo

Eu sei, o título é tendencioso, referir-se a famosa frase “Penso, logo existo” do filósofo francês René Descartes é um pouco audacioso e talvez até mesmo ousado, e se você, caro leitor, cara leitora, achou um pouco atrevido, ótimo, pois é por aí mesmo que vamos continuar (risos). No entanto, voltando ao tópico, será mesmo que não podemos fazer uma breve conexão com aquilo que estamos vivemos atualmente, nesse mundo digital onde passamos cada vez mais tempo conectados? Mundo esse onde somos bombardeados pelas pegadas digitais de diversas pessoas que na maioria das vezes nem sequer conhecemos. Instagram, Facebook, Twitter, LinkedIn, YouTube, TikTok. As redes sociais viraram parte do dia de todos nós, e quando digo todos nós estou me referindo principalmente aqueles mais jovens (apesar de uma grande parcela dos mais velhos estarem se inserindo cada vez mais nesse mundo digital) e aqueles que têm acesso a uma infraestrutura que permite se conectar (internet, dispositivo para se conectar, e...

A gente vai se descobrindo com o tempo

  Estava eu assistindo uma série uns meses atrás e um episódio em particular me levantou essa ideia, essa observação, de que de fato a gente não se conhece, pelo menos não totalmente, e é com o tempo, com esforço, com paciência, com amor que vamos cada vez nos conhecendo mais, é como se fossemos desvendando um mapa, um quebra cabeça. “De acordo, faz sentido, mas o que há de mais nisso?”, pode ser o pensamento de um leitor ou de uma leitora, e o que podemos questionar sobre isso são duas coisas: primeiramente, que é normal não ter todas as respostas (essa aqui é em especial para aqueles que se preocupam tanto com isso), é normal não saber o que de fato você quer para a sua vida, é normal não ter certeza das escolhas que tomamos, tentamos sempre acertar e fazer o melhor, mas, infelizmente, nem sempre é o que acontece, o importante é sempre continuar, não parar de tentar, de arriscar, de viver. Em segundo, é mais uma observação, talvez um alerta, para a gente se conhecer é preciso esf...

Devido aos meus erros, não apesar deles

  A frase é essa, está no título, é simples e direta, no entanto, o desafio, como sempre (e como tudo na vida), está em colocá-la em prática. O tema do breve texto de hoje é sobre o fato de não darmos a importância devida aos nossos erros e falhas, é sobre a nossa tentativa constante de sermos melhores apesar deles, essa vontade de retirar e esquecer da nossa história as vezes que erramos, que caímos, que fizemos escolhas ruins. No entanto, é aí que acredito que está o erro, ignorar nossos erros desta forma é ignorar uma parte importante para nosso próprio aprendizado. Um paralelo possível de se fazer é quando aborda-se o sucesso de alguém, dificilmente (para não se falar nunca) é comentado dos desafios que a pessoa enfrentou, dos momentos de dúvida e falha que teve, temos a impressão que foi uma sequência de acertos e vitórias, e ter esse pensamento na mente apenas gera comparações injustas. Devemos aprender a olhar nossos erros de maneira diferente, pois se somos o que somos hoje...

Sobre a tal grama verde do vizinho

O texto de hoje vai ser rápido, ando atarefado, mas não quero deixar esse hábito morrer. Então vamos lá! A expressão é conhecida e amplamente divulgada e diz: “a grama do vizinho é sempre mais verde”, no entanto, será que é mesmo? Eu vou arriscar a dizer que sim, que a grama do vizinho sempre é mais verde, no entanto, não porque de fato ela seja mais verde, muito pelo contrário, talvez esteja bem longe do ideal de uma grama bonita e atraente, mas sim por sempre estarmos nos comparando aos outros. Não sei dizer se isso é algo intrínseco do ser humano ou se tal ação é estimulada e gerada pela forma de organização da sociedade atual, altamente competitiva e estressante. No entanto, uma coisa é certa, comparar-se com outros é uma atitude que deve ser evitada, pois, quando nos comparamos vemos, muitas vezes, apenas uma parte do todo, deixando de lado todo o contexto e o que não é mostrado. Então a dica do dia, dica que também tento seguir, é: foque no seu trabalho, na sua realidade, no seu ...

É preciso saber que existe e que é possível

É preciso saber que existe uma possibilidade, uma alternativa, que é possível ser diferente, que é possível estar em um lugar diferente, é preciso saber que é possível mudar sua realidade, que você não está condenado a continuar do mesmo modo em que se encontra.  É preciso saber que existe uma possibilidade de mudança para buscar e viver essa mudança. Não vou firmar a certeza de que alguém só muda quando vê que a mudança é possível, às vezes não é nem questão de vontade, mas sim de necessidade, mude ou não sobreviva. No entanto, o que estou dizendo é que quando vemos que há um caminho para mudar, que há pessoas que como você (no aspecto de se identificar com, seja no aspecto de história, realidade, experiência) conseguiram chegar lá, fica mais fácil a mudança, e também por isso a importância da representatividade. O objetivo desse texto não é ser motivador ou algo do tipo, mas sim focar no fato da importância simples do saber e conhecer para motivar e dar esperanças para buscar a m...

Como eu vejo o mundo sendo daltônico

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Daltonismo, para aqueles que não estão acostumados com o termo, é um distúrbio da visão que interfere na percepção de cores. É uma condição geneticamente hereditária e recessiva, ligada ao cromossomo sexual X. Acaba afetando mais homens e a condição mais usual é a dificuldade em distinguir as cores verde e vermelha. Pronto, agora que já passamos por uma introdução inicial, podemos dar continuidade, mas caso queiram aprender mais tem bastantes informações na internet, e eu particularmente as acho interessante (risos). Imagem simulando como tipos diferentes de daltonismo enxergariam uma mesma imagem A primeira coisa que vou contar antes de responder a usual pergunta de “que cor é essa?” (sério, eu já escutei essa pergunta muitas, mas muitas vezes mesmo hahah), é quando eu descobri que era daltônico. Eu particularmente considero que demorei bastante tempo para descobrir minha condição, e se não me engano, foi quando eu estava no 9º ano, quando fui em um oftalmologista para verificar se pr...